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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Offline

Não estou offline, nem nada que se pareça. Apenas desaparecida deste meu cantinho que tanta falta me faz.

Mas não vale a pena chorar sobre o leite derramado certo?

Isto do offline veio a propósito de me ter esquecido (pela primeira vez?) do telemóvel há umas semanas. Saí do trabalho e deixei-o lá, só me apercebi já a caminho de ir buscar o miúdo. 

Primeiro veio o pânico, como faço agora? E se precisar de ligar a alguém? Pior, e se alguém precisa de falar comigo e não consegue?

É ridículo, mas o pânico foi real. Senti-me incompleta.

Tinhamos um encontro marcado e correu tudo bem. Mais que bem, passado o desconforto inicial, fui invadida por uma sensação de liberdade imensa. Foi revelador, nunca me tinha dado conta deste vício.

Uns dias depois li um artigo sobre telemóveis e os comentários das pessoas eram inacreditáveis, pessoas que, propositadamente têm telemóveis de teclas ou nem têm telemóvel. 
"Não temos de estar sempre disponíveis ou contactáveis" Tão verdade!

Comecei a analisar o meu comportamento e reparei que estou sempre a ver se tenho chamadas perdidas, à mínima desculpa vou passear pelas redes sociais, vou ver o email, etc.

Percebo que o faço como se fosse uma mini pausa do trabalho, do miúdo, do que for, mas há maneiras bem melhores de desanuviar a cabeça uns minutos. Pior ainda quando é feito à refeição, a meio de uma brincadeira ou de uma conversa.

Então tenho feito um esforço consciente para estar mais distanciada do telemóvel.

Se perder uma chamada enfim, não sou o Batman, não será o fim do mundo!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

3 meses


Ontem falei com a minha amiga e percebi que estamos as duas agarradas a 3 meses

Porque temos que esperar 3 meses para voltar a tentar.

Os meus terminam hoje, os dela falta um pouquinho mais. 

Para as duas é um tempo vivido com ansiedade e medo. E se a operação não resultou? E se ela volta a abortar?

Sabemos que 3 meses é um prazo fictício, a que nos agarramos porque somos de números e a mente precisa de datas e prazos para funcionar.

Mesmo assim aqui estamos, de senha na mão, olhando para o Senhor do balcão, batendo o pé, com olhos de veja-lá-se-chama-a-minha-vez-?



segunda-feira, 26 de novembro de 2012



Mais uma consulta com o "nosso" urologista. Essencialmente foi para ver se a recuperação estava a correr bem e para marcar a reavaliação do nosso caso. Novo espermograma para o final de fevereiro e consulta em março.

Saímos de lá esperançosos e animados, esperar mais este tempo nem parecia mau de todo.
Mas estes sentimentos não duraram muito. Um casal nosso amigo convidou-nos para jantar e anunciaram que estavam à espera de bebé. A nossa reação foi mais ou menos tipo soco-no-estômago! Todo este tempo, uma das coisas que me tem consolado é que as gravidezes que vão acontecendo não são de pessoas muito próximas de mim: amigas de amigas, primas que moram longe, bastante mais fácil de processar. Naquele momento senti-me a esverdear e a imaginar os próximos meses a lidar com a barriga alheia semanalmente... 

Mas ao mesmo tempo fiquei tão feliz por eles e depois de meio segundo de um sorriso amarelo, saiu um sincero "parabéns!!".

Tem sido tão difícil digerir isto...
Assim que ficamos sozinhos, eu olhei para o meu marido e só fui capaz de dizer "matem-me já...", ao que ele respondeu "se soubesse que era para isto não tinha vindo" e depois rimo-nos! É horrível, eu sei. Mas a reação dele foi mesmo o que eu precisava para me animar, eu precisava de alguém que compreendesse os meus sentimentos de inveja e injustiça, mesmo que no fundo a alegria pela notícia seja maior que tudo o resto.

Agora os meses que vamos esperar parecem-me intermináveis, as hipóteses de sucesso parecem-me mínimas e pronto, bye bye serenidade.

sábado, 27 de outubro de 2012

domingo, 14 de outubro de 2012

Parvoíces minhas

 
 
Em uma das suas crónicas, o Markl falava daquela fase em que era possível as amigas gostavam todas do mesmo rapaz e darem-se todas bem! Eu passei por isso, mas passei também pela fase em que duas raparigas que gostavam do mesmo rapaz eram inimigas mortais, pelo menos até a paixoneta passar... São parvoíces que passam, mas que não se esquecem.
 
Quando fomos ao hospital fazer as análises passadas pela médica, lá estava ela. Oh pá, aquilo custou-me... Num dia tão sensível, tão privado, tão vulnerável, uma das técnicas do laboratório ser logo ela.
 
Nem mais pensei nisso, até ontem, quando a encontrei no supermercado. Com um bebé. Num sling. Que é só a coisa que mais sonho fazer com o meu bebé.
Quer dizer que já estava grávida quando nós fomos fazer as análises. Pronto, não foi preciso mais nada, peguei nas minhas compras e vim amuada para casa, consumida por um sentimento de injustiça e de vazio.
 
A minha cabeça sabe que é tudo parvoíce, mas o coração não quer saber e continua em modo amuado, porque afinal it's my party and i cry if i want to.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Quem muito escolhe pouco acerta



Pois ontem, depois da consulta e depois de tanto conjugar o verbo esperar, achei que precisava do apoio emocional que só as gomas me podiam dar. 

Ora nem de propósito há um LIDL mesmo em frente ao hospital, remexi os saquinhos todos, vi preços, sabores, texturas, calorias (faz de conta) e lá escolhi.

Quando as fui provar é que percebi que escolhi ratos! Com patas, orelhas e rabo... 
Um bocadinho mais realistas do que está à espera para algo comestível. 

Mas muito saborosos não obstante.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

A nossa seleção

Eles são uns peneirentos e já ninguém pode com o encher chouriços das estações de televisão antes e depois dos jogos, mas eu gosto tanto de ver a seleção jogar! Já o novo acordo ortográfico... 

Sou supersticiosa, por isso tenho que ver os jogos em casa. No euro 2004 os únicos jogos que vi fora foram o primeiro e o último e deu no que deu! Este ano vi o jogo com a Alemanha na casa de amigos e aprendi a lição. 
Hoje é em casa que é para correr tudo bem!

Boa sorte seleção! Até os comemos!




quarta-feira, 11 de abril de 2012

Pedir ajuda


Quando, oh quando, é que eu me convenço que é este o caminho? 
Sou péssima a pedir ajuda, em tudo na minha vida, mas principalmente no trabalho. Primeiro porque sinto sempre que estou a incomodar alguém, depois porque tenho a tendência para achar que os outros não saberão fazer tão bem ou que vai levar muito tempo para explicar o que preciso... Entretanto carrego preocupações, pesadas responsabilidades e decisões difíceis sobre assuntos de trabalho. Quando à vezes basta pedir uma opinião, uma ajuda para decidir ou fazer, que tudo se resolve mais depressa e melhor. Fico mais leve e com uma maior confiança nas decisões tomadas e no trabalho feito, porque afinal andamos cá todos ao mesmo.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O dom da espera



É um dom que não tenho...
Não é de agora, sempre me custou esperar sem saber até quando. Na altura da escola, sempre preferi andar de autocarro, a esperar pela boleia da minha mãe exactamente por não saber bem a que horas ela vinha. talvez seja um bocadinho control freak, agora que penso nisso...
Aquelas esperas que têm fim marcado ainda lá vai, mas as outras afligem-me.

Assim que tive os resultados das análises liguei para a médica para as ir mostrar, disseram-me que só tinham consultas para Janeiro. Eu pensei logo que não conseguiria esperar tanto tempo, insisti que era só para mostrar uns resultados.
"É rápido" 
"Ok, talvez na 6ªf, a Dr.ª tem a agenda mais livre, vou falar com ela e se puder ser ligamos-lhe para vir cá"
Assim que desliguei fiquei a pensar que se o objectivo do universo é ensinar-me a esperar,
a dar valor ao que tenho,
a não achar que tudo vem de mão beijada,
então eu não estou a aprender, estou constantemente a fazer batota.
Decidi que se me ligassem iria mostrar as análises, se não ligassem, esperaria até janeiro.

Não ligaram.

Universo: 1
Euzinha: 0

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Análises #2


O segundo set de análises está feito. Prolactina, LH, Beta, FSH, tudo dentro dos valores normais para a fase folicular... O que é que isto quer dizer? Que não tenho SOP?
E isso são boas notícias... certo?
Então porquê é que me sinto assim perdida?
O meu lado racional diz que sim, que são boas notícias, que se calhar é mesmo só uma questão de bad timing e demasiada ansiedade e que será só uma questão de tempo.
Já o meu lado neurótico diz que provavelmente tenho é uma doença rara e incurável e que esta espera será interminável...

Enfim, eu sei que tenho é de me deixar de insanidades, acalmar o espírito e esperar pela consulta com a médica.

Vou deixar o fim de semana fazer efeito que isto já melhora...

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Vidas modernas

Hoje quando vinha no carro apanhei o fim de uma entrevista que estavam a fazer na M80, a uma Marta qualquer-coisa, penso que seria uma psicóloga ou assim. Estavam a falar de um workshop/palestra sobre entender as mulheres. Ela dizia que o maior problema das mulheres que vão ao consultório dela é um sentimento geral de culpa, idealizam aquilo que acham que devem ser e frustam-se por não o atingir. Identifiquei-me imenso com as coisas que ela disse, eu estou constantemente nessa situação:
- Se chego tarde ao trabalho sinto-me culpada, mas ao menos deixei a casa arrumada, se chego a horas, sinto-me culpada porque ficou tudo em pantanas
- Se vou ao ginásio sinto-me culpada porque já sei que vamos jantar tardíssimo, se não vou sinto-me culpada porque devia fazer mais exercício

E a lista continua...
Realmente há coisas que com uma melhor organização podem ser melhoradas, mas há outras que são simplesmente impossíveis. Eu estou fora de casa das 8h45 às 19h (em dias bons), tirando as horas para dormir, sobra muito pouco tempo para as tarefas domésticas e pessoais. Parece-me lógico, então porquê que estou sempre com esta frustração? "Devia ter feito isto" "Esqueci-me daquilo"
Humpf, parece-me que precisava de uma palestra destas, ou então, preciso é de um assistente pessoal! Isso é que era!


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Se eu podia ser mais zen?

Podia, mas não era a mesma coisa!
Para quê ser zen se podemos desatar num pranto porque paramos o carro para uma senhora atravessar a passadeira e reparamos que ela está grávida! Vá lá que ia sozinha...

Na consulta de pré-treinos a médica disse-me para apontar as informações de todos os ciclos. Eu, completamente num espírito a-infertilidade-a-mim-é-uma-cena-que-não-me-assiste, peguei numa folhinha de um post-it e fiz uma colunas com a data do período e a duração do ciclo e guardei na carteira.
Esta semana quando o fui actualizar, percebi que já tenho a folhinha quase cheia de
datas e números, e vi que realmente não estava preparada para esta espera.
Não, não, essas coisas só acontecem às outras, aquelas mulheres malucas que metem na cabeça que precisam de um filho já e depois nem conseguem esperar uns meses sem entrar em depressão. Eu? Eu não, eu sou mais eu, isso não vai acontecer comigo...
.
.
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(12 meses depois)

Enfim, não passo os dias a choramingar pelos cantos, a vida continua, mas penso nisso cada vez mais vezes, afecta-me, distrai-me...entristece-me...
Perdi o gosto pelo trabalho, pelas saídas em sítios cheios de gente, estou bem é em casa, sossegadinha no sofá.
A tal serenidade é sol de pouca dura, basta um quase nada para que mude e já não me apeteça nada. Percebo que esta espera tem tido a sua utilidade também, mas ao mesmo tempo desgasta-me, faz-me sentir como se nada na minha vida corresse bem, quando sei que isso não é verdade.
Preciso de me animar, melhor, preciso de mudar, de aprender a viver apesar de ser treinante, apesar dos contratempos da vida.

Mas isto já passa, que 3ªf é dia de consulta e de novos planos.

domingo, 9 de outubro de 2011

Dentista

6ªf feira foi dia de dentista.
É para eu aprender a não ignorar uma dor de dentes por algumas semanas, ok meses... Agora vou ter que desvitalizar um dente, é um dos de trás por isso menos mal, mas este tipo de tratamento não se deve fazer nos primeiros meses de gravidez. Eu expliquei a minha situação à dentista que disse que não havia problema, se entretanto ficar grávida interrompo o tratamento e retomo uns meses mais tarde.
Estou a torçer para ter que interromper o tratamento... :)


PS-Parabéns Morgana, a tua doce espera acabou!!!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

You tube

Eu que me julgava tão à-vontade com estas coisas dos computadores e da internet, devo confessar que o You Tube me passou bem ao lado. Percebi a a inovação, mas nunca vi grande utilidade para mim...
Até agora! Descobri todo um mundo de tutoriais para se aprender a fazer de tudo e mais alguma coisa. Eu que sou uma naba em maquilhagem e penteados, no YouTube aprende-se a fazer tudo, incrível.
Para não falar que agora em vez de ouvir rádio (leia-se muita publicidade e músicas repetidas) o dia inteiro, faço listas de reprodução e oiço o que quero! :)

Dah, dizem vocês...


terça-feira, 23 de agosto de 2011

Lema da semana

"Cada coisa no seu lugar, um lugar para cada coisa"
Sou um bocado muito desorganizada, com pena minha! Mas estes dias tenho sentido um desejo irresistível de arrumar tudo! Desconfio que seja o meu cérebro a pensar "já que não consiguo controlar o que se passa lá em baixo, pelo menos controlo o que se passa à minha volta".
No Sábado fomos ao Ikea, comprámos umas coisitas para a casa, incluindo um candeeiro para o quarto, finalmente! (há 4 anos que temos uma lâmpada pendurada no tecto do nosso quarto, por não conseguirmos escolher um que gostássemos os dois!) Já está tudo montado, falta é uma boa limpeza. Tenho que aproveitar agora que ando inspirada para isso!:)

Entretanto o período ainda não veio... sim, eu sei que ainda não está exactamente atrasado... e que o teste deu negativo... e que não tenho sintomas, mas até o ver não consigo deixar de pensar na possibilidade...

terça-feira, 26 de julho de 2011

Sabemos que precisamos de férias quando...

Embora não goste muito de café, ontem fui fazer um para despertar. Depois à tarde continuava a meio gás, mas pensei "não vou beber outro, porque pode fazer mal (ao bebecas imaginário, a mente da treinante nunca pára!). Hoje cheguei ao trabalho e ao arrumar umas coisas descobri o meu café de ontem...
Conclusão: poisei o café na secretária para arrefecer, pus-lhe uns papéis em cima e esqueci-me de o beber... Pior, convenci-me que o tinha bebido!
Acho que tenho um uns quantos fuzíveis queimados...


quarta-feira, 20 de julho de 2011

Stress


Há quem, em situações de stress ou pressão, funcione melhor, não é o meu caso. Eu bloqueio, o medo de falhar paralisa-me! A minha concentração piora, o estômago dá um nó, não consigo ver para além do problema, só me apetece desistir e fugir para casa! Ontem foi um dia assim... Para além cheia dos prazos no trabalho, coisas em que estou dependente de outras pessoas, está o projecto que já era para ter sido entregue e que ontem quando o tentei terminar descubro uma série de anexos que estão por preencher! Ahhhhhhhhh! Foi o pânico total! O meu mal é que tenho muita dificuldade em pedir ajuda, mesmo sabendo que as pessoas estão lá é para isso.
Para além de amaldiçoar o dia em que tinha aceite aquela tarefa, quase que podia sentir o meu óvulo imaginário a descolar das paredes do útero e vir por aí abaixo por causa do stress... Senti-me pior ainda por não conseguir controlar a ansiedade!
Hoje falei com o meu patrão, já que era para pedir ajuda, começei logo por cima! Definimos uma estratégia e senti-me bem mais aliviada.
Eu sei que tenho que ter mais calma, há problemas tão piores...

Bebecas volta, a mãe muda!