sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Imaginem

Imaginem que já se tinham passado 5 meses.
Imaginem que a licença tinha terminado.
Imaginem que o tínhamos inscrito numa creche.
Imaginem que o meu pequenito ia ficar ao cuidado de outra pessoa.
Imaginem que eu era uma adulta a sério e que a vida é mesmo assim e que só custa ao princípio.

Pois... Eu não consegui imaginar! Falei com a empresa e pedi mais tempo. Felizmente a reacção deles foi positiva e cá continuamos nós, em modo mãe-a-tempo-inteiro.

5 meses! Acreditam que o Samuel já fez 5 meses? Ser mão dele é a melhor coisa da minha vida. Muito, muito melhor do que eu poderia ter imaginado. 
O início foi duro, muito difícil para mim, muito diferente do que eu estava à espera. A mudança, o cansaço, as hormonas, as dores, tudo junto tornaram as primeiras 6 semanas um pequeno inferno pessoal. Não tanto pelo bebé, que tem muito bom feitio, as dificuldades estavam, e ainda estão um pouco, em mim. É um trabalho muito bom, mas é também muito solitário. Depois as coisas começaram a entrar nos eixos, fomos criando uma rotina, fui conhecendo e percebendo melhor o meu filho, mas mais importante que tudo foi isto:


Ele começou a rir e há lá maneira de resistir a um sorriso destes??? Por muito cansada ou impaciente que esteja, tudo melhora quando ele ri.

O Samuel é o bebé mais simpático que conheço, ri muito e para toda a gente, não estranha sítios nem colos, pouco chora e dorme 12h por noite (acordando 2 vezes para mamar). O único problema são as sestas diurnas, ele faz 3 ou 4 por dia, mas nunca dorme mais do que 50min de cada vez e eu já tentei de tudo! (Alguma dica?) Ele não parece muito incomodado com isso, mas não dá tempo para eu fazer nada! Espero que melhore com a idade...

A amamentação continua a 100%, o que antes levava quase uma hora, agora fica despachado em 5 minutos. No próximo mês começaremos com a alimentação complementar.

Mais uma vez fica muito por dizer, mas as manhãs passam num instante, à tarde passeamos e fazemos ginástica e à noite descansamos, que isto é a melhor coisa do mundo, mas é também a mais cansativa!

sexta-feira, 6 de junho de 2014

2 meses, hã??

Já? Só?

Meu Deus, que volta que a nossa vida levou! É mesmo uma daquelas situações que por mais que se leia, fale com outras pessoas e se façam cursos, não há preparação possível.

Tenho ido escrevendo um pouco quando posso e quando tenho vontade, duas situações difíceis de conjugar...

Por um lado não me lembro muito bem da vida antes de ter este serzinho agarrado a mim 24h/dia, por outro, parece que ainda foi ontem que ele nasceu.

Tem sido a coisa mais desafiante que fiz até hoje e começamos agora a ter a cabeça à tona, com mais naturalidade e confiança. Sabia que isto não seria difícil, mas sinceramente acreditava que por o Samuel ter sido um bebé tão planeado e desejado, eu conseguisse ultrapassar melhor as dificuldades.
Quando ele fez uma semana eu fui-me completamente abaixo, chorei o dia todo! Um aperto no peito e uma tristeza que não desaparecia, juntaram-se ao cansaço, à insegurança e a uma amamentação difícil e só me apetecia fugir quando ele chorava. O meu marido não sabia muito bem o que fazer comigo e foram os meus pais que me ajudaram a ultrapassar o baby blues. A companhia, a ajuda nas refeições e as saídas de casa foram fundamentais, e claro o tempo. À medida que os dias iam passando, as hormonas iam estabilizando, eu ia conhecendo melhor o meu bebé e as crises foram diminuindo. É tão importante pedir ajuda nesta altura, eu achava doidas aquelas pessoas cujos pais iam viver com elas quando o bebé nascia, mas agora percebo-as tão bem. Não cheguei a tanto, mas quase... É também importante descobrir aquilo que nos distrai e nos dá prazer, para mim era sair da minha casa, estar com outras pessoas.
Estou bastante melhor, só me sinto pior se estiver realmente cansada, mas ainda não consigo estar o dia todo em casa. Sinto-me sozinha e aflige-me pensar em tanto que há para arrumar e limpar e eu sem conseguir fazer nada, para além de que ele dorme muito melhor fora de casa... Saímos todos os dias, inscrevi-me no curso pós-parto e de massagens para o bebé no centro de saúde e juntei-me a um grupo de mamãs que faz caminhadas semanalmente. Esta foi outra grande ajuda, as outras mães, perceber que todas passam pelo mesmo, tirar dúvidas, partilhar experiências, tem sido fantástico.

A amamentação continua a ser um enorme desafio, começou logo na maternidade com uma má pega, com gretas e fissuras e sangue e dor, muita dor... Felizmente não tive problemas na subida de leite, nem dei por ela, ele mama bem e tem vindo sempre a aumentar de peso. Umas semanas depois comecei com dores depois de dar de mamar, que as enfermeiras diagnosticaram como sendo candidíase mamária, visto que eu tinha tido recorrentemente durante a gravidez. O Samuel não tem sintomas felizmente (os chamados sapinhos), mas eu tenho estado a fazer tratamento há semanas sem grande resultado... Já não tenho gretas, mas os mamilos continuam hiper sensíveis e já não sei se é da pega ou da candidíase. Enfim, por enquanto não penso em desistir, mas não é fácil amamentar 8 vezes por dia com dor... Mas estou esperançosa que melhor, porque quando corre bem é muito bom.

Para acabar, o Samuel é um pequeno anjinho. É um bebé que não tem cólicas, muito sorridente e normalmente bem disposto, tirando uma impertinência de final de dia que estamos a tentar corrigir. 

Ficou ainda muito por dizer, mas espero cá vir com mais frequência. :)

quarta-feira, 23 de abril de 2014

O Parto

Tanta coisa para contar, vou então começar pelo princípio: o parto. Tão temido, tão planeado, tanta expectativa e afinal é uma parte tão pequena de tudo isto.

No dia 8 fomos ao hospital para ver como estavam as coisas, tudo ok, o colo estava mais permeável mas continuava tudo ainda atrasado. Estava a perder um pouco de líquido mas nada de grave e a médica deu-me a escolher entre ficar e induzir ou esperar mais uns dias. Ela aconselho ficarmos e foi isso que decidimos, fui internada às 10h, nunca pensei que só teria o meu menino nos braços 24h depois.
A médica pôs o primeiro comprimido e começou a espera. Fui sentindo aquelas contracções fraquinhas como sentia em casa, mas estava bem. O marido teve de sair e voltou na hora das visitas, esta foi a única altura em que ele não esteve ao pé de mim até ao nascimento. 
Almocei e a médica veio novamente ver como estávamos, pouca diferença da manhã então pôs o segundo comprimido. Depois do tempo de repouso, a ordem era andar lá pelos corredores para ajudar no processo, assim  fizémos. A meio da tarde começaram as contracções dolorosas, uma dor aguda na parte de baixo da barriga, ás vezes nas costas. Lá ia praticando a respiração que aprendi no curso e o marido ia fazendo umas massagens. Pelo meio alguns CTGs e toques, mas a dilatação estava a ser muito lenta e só depois dos 4cm é que me poderiam levar para o bloco de partos. As contracções foram-se tornando mais próximas e intensas e as dores foram piorando, pedi a bola de exercícios na esperança que ajudasse. Nesta altura já nem conseguia falar quando elas vinham... Os meus pais estavam na sala de espera e as enfermeiras permitiram que o meu marido ficasse comigo mesmo depois da hora das visitas. Eu já só lhe dizia, meio a brincar, meio a sério, que já não aguentava mais e que queria ir para casa.
Pela meia noite já tinha a dilatação necessária e passei para o bloco de partos. Pedi a epidural porque já não aguentava mais e ainda faltava tanto... Rebentaram-me as águas e nessa altura as dores pioraram muito. Lá veio o anestesista e as coisas começaram a acalmar, não fiquei totalmente anestesiada porque continuava a sentir as contracções do lado direito, mas era uma dor suportável. 
Foram umas horas muito estranhas, com a diminuição das dores ganhei um novo ânimo, pronta para o resto do trabalho de parto, mas tínhamos que esperar pelos 10cm da dilatação e isso só aconteceu de manhã. Foi como estar numa sala de operações, pronta para ser operada, mas em que nada acontecia. Não houve partos nessa madrugada então o silêncio era total. Como tudo estava tão calmo permitiram que a minha mãe ficasse na sala connosco. Descansámos, dentro do possível, e de 2 em 2h a enfermeira vinha vinha ver como estavam as coisas. Percebi pela conversa dela que ela não estava muito convencida de que iria conseguir ter um parto vaginal, o que me deixou um pouco triste por pensar que tanto trabalho ia acabar numa cesariana.
Pelas 8h o turno mudou, veio uma equipa nova e cheia de vontade de fazer o bebé nascer. Animaram-me bastante e voltei a acreditar que tanto esforço não tinha sido em vão. A dilatação estava quase completa e o médico mandou parar a anestesia para que eu fosse sentindo as contracções e aquela vontade de fazer força. As contracções eu já sentia, mas a vontade de fazer força nunca cheguei a sentir. Em cada contracção fazia a força conforme me tinham ensinado no curso, o que aliviava as dores.
Pelas 9h a dilatação estava completa e o bebé já tinha começado a descer. Prepararam tudo e o período expulsivo começou. Tinha uma enfermeira de cada lado, assim como o meu marido e a minha mãe e veio uma médica fazer o parto. Todos a puxarem por mim e a darem-me força em cada contracção que vinha. Tiveram que usar ventosas para dar uma ajudinha ao rapaz, mas pelas 10h em ponto ele saiu e foi um alívio imenso.

Limparam-no e puseram-no um bocadinho em cima de mim e foi surreal conhecer aquele serzinho que habitou a minha barriga tantos meses. A primeira coisa que lhe disse foi "Oh desgraçado!", acham normal?? Mas é que ele tinha um ar de quem tinha passado por muito também e aquilo saiu-me sem pensar!


Olhando para trás, foi difícil e longo, mas quando o bebé nasce parece que nos esquecemos de quase tudo o que acabámos de passar.

segunda-feira, 21 de abril de 2014


Desculpem a ausência, mas desde dia 9 que o meu coração bate fora do meu peito...  ♥

Voltaremos assim que possível para contar tudinho.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Compras: Cremes anti-estrias

Não sou nenhuma especialista em dermo-cosmética, mas tenho tendência para estrias e agora que a gravidez está no fim e que aparentemente consegui sair ilesa de estrias na barriga, aqui ficam os cremes que usei:

Barral Creme Gordo
Comecei com um clássico, já o tinha em casa antes da gravidez por causa de uma troca de pontos da farmácia. Comecei a usa-lo à noite assim que soube que estava grávida, não há dúvidas quanto ao poder hidratante, mas não é muito prático para usar antes de vestir.

Palmers Cocoa Butter
Quando a barriga se começou a notar, comecei a usar este da Palmers de manhã (e o da Barral à noite). Encontrei boas recomendações na internet, é bastante acessível, de rápida absorção e cheira a cacau, para quem gosta.

Mustela
No final do ano ofereceram-me um conjunto da Mustela com o creme anti-estrias e o reafirmante para usar depois da gravidez. Passei a usar este à noite, quando o Barral acabou. Foi o que menos gostei, tem uma textura meio estranha e um cheiro um pouco enjoativo.

ISDIN Velastisa
Este foi o creme mais recomendado de todos: na internet, na farmácia e pela médica. É também o mais caro e por isso deixei para os últimos meses, quando a barriga é levada ao limite. Também é o que mais gostei, é de rápida absorção e quase sem cheiro.

Para além dos cremes não esquecer de beber muita água, não há hidratante que a substitua.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Nova consulta ontem, CTG normal, placenta e líquido amniótico ok, o baby está um pouco mais descido, mas o colo continua fechado.

Nova consulta na próxima semana, já depois das 40 semanas. Será em princípio para induzir nesse dia. 
Estou em conflito comigo própria. Não sei o que decidir.

Por um lado queria que tudo fosse o mais natural, queria que o corpo decidisse a altura de parir, imaginei fazer o mais que pudesse do trabalho de parto em casa. Afinal 40 semanas são uma estimativa, não um prazo de validade.

Por outro lado, se esperarmos mais e depois não acontecer naturalmente mesmo assim, já não tenho a oportunidade que a indução seja com a minha médica (que vai estar de férias na semana seguinte e sejamos honestas, uma cara amiga ajuda muito neste processo), o bebé também estará bem maior, mas mais importante que tudo também penso que tempo a mais pode ser-lhe prejudicial.

Por um lado, achar que natural é a melhor opção também não é certo. Se tudo fosse ao natural, o Samuel não estava aqui na minha barriga.

Por outro lado, a decisão também não deve ser só minha, o meu marido também decide e sei que ele prefere a indução se chegarmos a esse dia.

Entretanto, estamos em modo "Operação: não paga renda, fora!", sem exageros, claro, para ver se acontece espontaneamente até lá. Caminhadas diárias, subir e descer escadas, exercícios na bola e chá de canela e framboesa. Estes são os truques que conheço (aceitam-se sugestões), sei que o sexo também é aconselhado, mas o marido não consegue ver para além da barriga e a minha técnica de vá se arrumar que hoje vou-lhe usar não tem funcionado... lol!


O Samuel continua muito mexido e dúvidas e medos à parte, é ele que põe um sorriso na minha cara várias vezes ao dia. ♥♥♥

sexta-feira, 28 de março de 2014

2 em 1

Ainda por cá andamos, em versão 2 em 1!
À porta das 39 semanas o meu bichinho não parece ter pressa em vir-nos reconhecer. 

Na 2ªf tivémos consulta, fizémos um CTG e tudo está bem. A médica também me examinou e o colo estava bem fechadinho e o baby ainda subido. O que me surpreendeu porque como andava melhor da azia pensei que fosse por ele estar mais descaído. Viemos com indicação para intensificar a atividade física para ver se ajudamos as coisas a adiantarem um pouco.

Sou a favor de um processo natural, em que o corpo e o bebé é que decidem quando está na altura, mas também me assusta um pouco o parto de um bebé maior ou de termos que induzir e das desvantagens que isso traz.

Se na semana passada andei cheia de energia e boa disposição, esta semana deixei-me sucumbir à ansiedade. O não saber é terrível, o como, o quando, o que vai mudar. Perdi de vista aquilo que mais quis durante tanto tempo e só pensava naquilo que não sei, nem tenho maneira de saber, nem controlar. Quando as contracções pareciam tornar-se mais intensas ou quando sentia uma dorzinha diferente, entrava em pânico. A pressão externa também não ajuda, toda a gente pergunta, até parece que chegar às 40 semanas é uma anormalidade, se telefono é porque estou em trabalho de parto, se não atendo o telefone é porque já fui para o hospital! 

Depois de um momento de auto-alívio de pressão (leia-se uma boa choradeira) e de uma boa aula de yoga sinto-me renovada, calma e feliz.

E pronta para tudo!

sexta-feira, 21 de março de 2014

Compras: As fraldas


Neste momento temos 19 fraldas reutilizáveis, de diferentes marcas e de diferentes preços para experimentar com o bebé. Para terem uma ideia, os preços variam de 5€ a 25€, resta saber se a diferença também se reflecte na qualidade. Embora a verdade é que mais caras ou mais baratas, é tudo feito na China... Talvez sejam precisas mais algumas, mas não valia a pena estarmos a comprar mais sem experimentar primeiro. Temos também das descartáveis para usar no hospital e em emergências.

Escolhemos o sistema de bolso, que significa que a fralda leva no interior um ou mais absorventes, conforme achemos necessário mais ou menos absorção. São usadas uma vez e depois vai tudo a lavar usando detergente para bebé em pó, sem amaciadores nem lixívia.

Vai ser um trabalho extra, mas lá que vai ser uma fofura ver o meu macaquinho com elas vestidas vai! :D

11/52


Samuel: A dar uso à barriga... lol!

terça-feira, 18 de março de 2014


6f foi o meu último dia de trabalho, que sensação estranha... Ansiava por este momento há semanas mas foi mais difícil do que estava à espera. Já lá trabalho à quase 10 anos, comecei quando ainda estava a tirar o curso e fui ficando. Não por comodismo, mas porque me foi dada a oportunidade de crescer junto com a empresa e porque o ambiente é muito bom. Esta é a rotina que conheço à tanto tempo e saber que vou estar ausente tantos meses é um pouco confuso, principalmente porque não tenho lá mais ninguém que faça o mesmo trabalho que eu, então as minhas tarefas ficaram distribuídas por algumas pessoas e algumas pequenas coisas vou ter que ser eu a fazer a partir de casa.
Independentemente da minha colega me estar a ligar cerca de 4 vezes por dia, este tempo livre está-me a saber divinamente! É muito bom poder dedicar-me só a mim e ao piqueno. :)