Depois de algumas noites de sono, conversas com o marido, (que me está a surpreender pela maneira como superou rapidamente este contratempo e agora está mais motivado e disposto que nunca, o que for necessário, da maneira que tiver de ser) e conversas com os meus pais, que na sua infinita sabedoria, sabem sempre o que dizer.
O meu pai foi mais para o colinho, enxugar as lágrimas e prometer-me que vai correr tudo bem, a minha mãe foi mais dura, relembrou-me que a vida nos faz passar pelas coisas porque todos temos lições a aprender, existe algo em nós que deve ser mudado ou melhorado. Continuo a ter demasiada dificuldade em pedir ajuda e quando o faço, tenho relutância em aceitar os conselhos alheios se forem diferentes daquilo que eu penso. Vivo em ansiedade e viver em ansiedade é não estar no presente, vivo em função do futuro e de expectativas que crio, é uma desilusão constante. Preciso viver mais para mim e de uma forma mais saudável.
Tenho uma mãe incrível ou quê?
Eu percebo e aceito tudo isto, mas depois não consigo interiorizar. Faço algumas mudanças, mas depois volto ao mesmo registo de sempre.
Por isso, também por conselho da minha mãe, acho que vou procurar ajuda. Não sabem o que me custa escrever isto, falar com um psicólogo acho que é a situação mais longe da minha zona de conforto que posso imaginar. Mas acho que devo experimentar, se me ajudar, ótimo, se não gostar, pelo menos tentei. O importante é sentir-me melhor e mais forte para enfrentar tudo o que aí vem.




