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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Produção independente

Mónica Cruz, irmã de Penélope Cruz, anunciou no seu blog que está grávida. Cansou-se de esperar pelo príncipe encantado e resolveu ser mãe através de uma inseminação artificial. 

Pensei para comigo, seria eu capaz do mesmo? 

Acho que sim, não me assustar muito criar uma criança sozinha e não consigo conceber uma vida sem filhos, mas devo dizer que me faz um bocado de confusão a criança não ter pai... 
Como será a reação de uma criança a uma história destas? É diferente de saber que o pai se foi embora ou morreu, ou que foi adotada, do que não haver pai!

Por outro lado, compreendo a importância (quando possível) de passar por uma gravidez, do filho ser biologicamente nosso.

Talvez seja um não problema, talvez as crianças reajam normalmente a isso, porque é essa a realidade delas.
Acho que a única coisa que nunca faria era pedir uma doação a um amigo, isso parece-me pôr-se a jeito para tantos problemas futuros... 

E vocês, seriam capazes?

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Coisas que me apoquentam




Gente esquisita com água.

Ok, eu sei que diferentes marcas de água têm diferentes sabores, e por isso cada um terá a sua preferência. Mas daí a não ser capaz de beber esta ou aquela água, peloamordedeus!

O meu marido é do pior, chegou a ponto de me acusar de tentativa de homicídio porque uma vez quando esteve adoentado, lhe dei um comprimido e um copo de água da torneira, essa vil assassina!

Mas pelo menos, só faz isto em casa. Na 6f tivemos lá em casa uns amigos a jantar e um reclamou porque a água era muito doce...

segunda-feira, 23 de abril de 2012


Depois destes resultados, o texto da Dina veio mesmo a calhar porque é a situação que vivemos cá em casa. Sem entrar em exageros, pois só andamos nestas andanças de engravidar à ano e meio, este é o assunto que mais falamos. E realmente a minha reacção e a dele não poderiam ser mais diferentes. Quando lhe contei das análises ele reagiu mal, mesmo sabendo que tínhamos todos os motivos para não esperar melhores resultados, a desilusão ficou-lhe estampada na cara. Até aqui tudo bem, mas depois chegou mesmo a dizer que talvez tivéssemos que pensar numa vida sem filhos ou em adoptar. Eu sei que isto foi dito da boca para fora, no alto do da sua masculinidade ferida, sem um fundo de verdade. Mas existem tantas opções, tantas coisas por fazer, como é que podemos pensar em desistir assim ao mínimo contratempo?

Concordo que a relação a dois não deve ser desconsiderada, mais é difícil não pôr o sonho de ter filhos em primeiro lugar. Cá por casa, este sonho só nos juntou mais. Receei que esta caminhada acabasse por criar tensão entre nós e desse em discussões, mas não. Mais uma vez, também ainda não posso dizer que já tenhamos passado por muito, a verdade é que ainda andamos em fase de diagnóstico, não de tratamento, mas espero manter(mos) a serenidade quando se lá chegarmos.

Um amigo meu, a quem contei por alto o que se estava a passar connosco, disse-me que precisávamos era de ter calma (clichê#1), não desesperar (clichê#2), encarar isto tudo com naturalidade (clichê#3), afinal é só uma questão de tempo, vais ver!(clichê#4) Até porque ele até tem uma colega de trabalho que também andou a tentar uma série de tempo e quando foram ao médico e este lhes disse que o passo seguinte eram uma injecções, ela não quis porque não estava para esse trabalho. E acabou por engravidar naturalmente de gémeas uns meses mais tarde. Eu não desenvolvi, há assuntos que só percebe quem passa por eles, mas o que tive vontade de lhe dizer foi: caro P., das duas uma, ou ela não tinha realmente muita vontade de engravidar e quando as coisas se complicaram entregou nas mãos do destino, ou ela fez realmente algum tratamento e não contou a ninguém porque era um assunto privado. 
Agora não me digam que uma mulher não move montanhas para ter o filho que tanto deseja! Eu já considerei os cenários todos, não me parece que tenhamos que chegar a uma situação de dadores do que for ou sequer adopção, mas se tivéssemos, assim seria. Preocupa-me mais o facto de a gravidez só ser conseguida através de procriação medicamente assistida e o tempo e/ou dinheiro que isso nos vai custar.

Mas uma coisa de cada vez. Baby steps my dear, baby steps!
E o próximo é a consulta dia 10.
Até lá treinamos conforme prescrição médica, fun!!